Mais do que números, o dinheiro envolve emoções, crenças e comparações sociais que determinam a forma como lidamos com ele
Você já tomou uma decisão financeira por impulso, como comprar algo que não precisava só porque estava em promoção? Se sim, você viveu na prática o que os psicólogos chamam de viés comportamental.
A economia tradicional parte da ideia de que as pessoas sempre tomam decisões racionais – mesmo que com base em crenças, tradições e costumes – para maximizar seus ganhos. Mas a economia comportamental e a psicologia financeira mostram que não é bem assim. Emoções como medo, ansiedade, culpa e até orgulho influenciam diretamente na forma como gastamos, investimos e economizamos o dinheiro que ganhamos.
Um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil mostrou que 52% dos brasileiros já compraram por impulso nos últimos 12 meses – um reflexo nítido de como o fator emocional pode se sobrepor ao racional na hora de lidar com dinheiro.
Crenças financeiras herdadas
Outro ponto essencial é a forma como fomos educados financeiramente no âmbito familiar. Muitas vezes, carregamos crenças familiares que impactam diretamente nossas escolhas na vida adulta, ouvindo recorrentemente frases como “dinheiro não dá em árvore” ou “quem guarda sempre tem”.
Segundo uma pesquisa realizada pela Visa, em 2023, sobre comportamento financeiro, 73% das decisões de consumo no Brasil estão relacionadas a fatores emocionais e culturais, e não apenas à real necessidade de compra de determinado produto.
Essas crenças, sejam elas positivas ou negativas, moldam como enxergamos o dinheiro e como o administramos:
- Algumas pessoas desenvolvem uma relação de medo com o dinheiro, evitando investir por achar um ato de risco;
- Outras passam a gastar desenfreadamente como forma de compensar frustrações.
Comparações sociais e a pressão invisível
É impossível falar sobre a psicologia do dinheiro sem citar as comparações sociais. As redes sociais intensificaram ainda mais esse fenômeno: a exibição constante de viagens, carros e conquistas cria uma falsa sensação de que “todo mundo está melhor que você”.
Esse comportamento leva o nome de “síndrome do Instagram”, que influencia as pessoas a se endividarem para sustentar um padrão de vida que não condiz com a sua realidade financeira.
Esse comportamento pode ser observado de forma ainda mais clara ao analisar o Relatório Global de Bem-Estar da Gallup, de 2022, mostrou que 38% dos jovens da geração Z – que já nasceram sendo nativos digitais – já gastaram mais do que podiam para manter uma imagem de status social.
Emoções mais comuns que sabotam o bolso
Diversos estudos de psicologia financeira apontam que algumas emoções aparecem com frequência quando o assunto é lidar com dinheiro:
- Ansiedade: medo desfazer investimentos e perder tudo;
- Culpa: sensação negativa após fazer compras por impulso;
- Orgulho: busca por status, levando a gastos acima do orçamento;
- Medo: procrastinação para tomar decisões financeiras importantes.
Reconhecer essas emoções é fundamental para aprender como controlá-las e fazer escolhas mais conscientes.
Como reprogramar sua relação com o dinheiro
A boa notícia é que a psicologia do dinheiro também ensina estratégias eficazes para reverter padrões negativos de comportamento e melhorar a relação com o dinheiro. Algumas delas incluem:
- Autoconhecimento financeiro: entender suas emoções e crenças que estão relacionadas ao dinheiro;
- Educação financeira contínua: buscar informações sobre investimentos, dívidas e planejamento;
- Metas claras: definir objetivos reais e mensuráveis para utilizar o dinheiro da melhor forma;
- Automatização: usar a tecnologia para ajudar a organizar o orçamento e reduzir o peso das emoções em decisões diárias.
O papel da MountPay na sua jornada financeira
Entender a psicologia por trás do dinheiro é essencial, mas também é preciso ter ferramentas que ajudem a colocar esse conhecimento em prática.
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